martedì 19 gennaio 2010

É no silêncio que te digo tudo. É no silêncio que tenho longas conversas contigo em que uso todas as palavras que receio.
É no silêncio de quando não estás que te digo que, hoje... fizeste-me mais falta do que nunca.

giovedì 5 novembre 2009

Sinto-me um bicho de conta. Enrolo-me o melhor que posso, fujo de tudo o que é frio, quero fugir do silêncio e que as vozes cheguem a mim.
Queria muito ser uma expiral sem fim.

venerdì 30 ottobre 2009

Terapia

Há muito, muito tempo atrás alguém me disse que toda a gente devia chorar pelo menos uma vez por semana... que fazia bem à alma.

A ouvir Diamanda Galas - Gloomy Sunday

mercoledì 21 ottobre 2009

venerdì 4 settembre 2009

Ao som da música mais triste faço o meu coração dançar. As lágrimas voam em acordes descompassados. E sinto-me vazia, como que à espera de uma morte com data e hora marcada. São as luzes ao fundo a saudade que sei perto, são as mãos de luvas brancas a imensa vontade de me revelar que escondo em cada abraço que me dás.
Irás embora, como todas as outras pessoas que me deixaram sozinha a viver um dia após o outro sempre com a crença de que a sensação de felicidade é prenúncio de desgraça. Uma desgraça só minha, só a minha alma se consumirá e tudo aquilo que sinto se desvanecerá com o tempo. Com o passar das estações tu estarás cada vez mais longe e eu, eventualmente, mais gasta, cansada, empedernida e descrente... cada vez mais descrente e quiçá assustada. Com medo que cada sorriso ou cada gesto possa antecipar uma morte dentro de mim.
E se tu fosses, como dizia José Gomes Ferreira, o meu amor do norte que velaria por mim enquanto eu morria por algum tempo? Não sei. Tu não saberás. Nunca saberemos e o mundo também não, porque num qualquer golpe dramaticamente teatral, muito provavelmente, eu escolherei assassinar-te já dentro de mim.
Este é o preciso momento em que hesito entre a opção e a falta de escolha, entre o expôr-me e o salvar-me antes que o mar venha engolir-me.
Hoje, o teu dia é feliz e o meu divide-se entre a partilha da tua felicidade e o esconder, como se dela me envergonhasse, da minha tristeza. Levá-la-ei para bem longe e também eu irei. Em algum lugar minimamente remoto, um dia encontrarei a possibilidade de te dizer, sem correr o risco de que me ouças, o quanto do meu coração era teu.

domenica 9 agosto 2009

Esqueci-me. Era tão simples e desse modo, simples, esqueci-me do quanto as palavras me eram necessárias, vitais. Parei de escrever e a ninguém importou, nem a mim. E esse silêncio, o saber-me esquecida trouxe-me o medo de me perder em algo que não conheço, que não sei descrever e por isso das minhas mãos nada flui. Acho que fiquei como um texto que costumava ler de tempos a tempos. O texto não era meu e intitulava-se "Morro lentamente" e eu voltava a ele para apaziguar saudades que me consumiam, para procurar respostas que sabia jamais seriam obtidas, para encurtar uma distância que não queria sentir. As minhas palavras morreram e não posso sentir mais nem menos do que sinto face a essa certeza. Uma enorme tristeza.

domenica 17 maggio 2009

Sometimes it's just the talk. That shoulder movement or the walk between the bed and the wall, that enormous, invisible wall. It's just that. A word, a sound or an awkward but comforting silent look.
Sometimes it´s a just an inconvenient song that makes your head spin before your hole life hits you.