martedì 26 gennaio 2010

Causa e efeito


A ouvir "Merry Christmas Mr. Lawrence" - Ryuichi Sakamoto

mercoledì 20 gennaio 2010

Gag

Acordei com imagens a preto e branco e cheia de palavras que morrem se não abrir a boca para as deixar respirar. Vomito-as em silêncio. Habituei-me à ausência de sons e nunca antes me incomodaram tanto as paredes repletas do eco da minha voz...

martedì 19 gennaio 2010

É no silêncio que te digo tudo. É no silêncio que tenho longas conversas contigo em que uso todas as palavras que receio.
É no silêncio de quando não estás que te digo que, hoje... fizeste-me mais falta do que nunca.

giovedì 5 novembre 2009

Sinto-me um bicho de conta. Enrolo-me o melhor que posso, fujo de tudo o que é frio, quero fugir do silêncio e que as vozes cheguem a mim.
Queria muito ser uma expiral sem fim.

venerdì 30 ottobre 2009

Terapia

Há muito, muito tempo atrás alguém me disse que toda a gente devia chorar pelo menos uma vez por semana... que fazia bem à alma.

A ouvir Diamanda Galas - Gloomy Sunday

mercoledì 21 ottobre 2009

venerdì 4 settembre 2009

Ao som da música mais triste faço o meu coração dançar. As lágrimas voam em acordes descompassados. E sinto-me vazia, como que à espera de uma morte com data e hora marcada. São as luzes ao fundo a saudade que sei perto, são as mãos de luvas brancas a imensa vontade de me revelar que escondo em cada abraço que me dás.
Irás embora, como todas as outras pessoas que me deixaram sozinha a viver um dia após o outro sempre com a crença de que a sensação de felicidade é prenúncio de desgraça. Uma desgraça só minha, só a minha alma se consumirá e tudo aquilo que sinto se desvanecerá com o tempo. Com o passar das estações tu estarás cada vez mais longe e eu, eventualmente, mais gasta, cansada, empedernida e descrente... cada vez mais descrente e quiçá assustada. Com medo que cada sorriso ou cada gesto possa antecipar uma morte dentro de mim.
E se tu fosses, como dizia José Gomes Ferreira, o meu amor do norte que velaria por mim enquanto eu morria por algum tempo? Não sei. Tu não saberás. Nunca saberemos e o mundo também não, porque num qualquer golpe dramaticamente teatral, muito provavelmente, eu escolherei assassinar-te já dentro de mim.
Este é o preciso momento em que hesito entre a opção e a falta de escolha, entre o expôr-me e o salvar-me antes que o mar venha engolir-me.
Hoje, o teu dia é feliz e o meu divide-se entre a partilha da tua felicidade e o esconder, como se dela me envergonhasse, da minha tristeza. Levá-la-ei para bem longe e também eu irei. Em algum lugar minimamente remoto, um dia encontrarei a possibilidade de te dizer, sem correr o risco de que me ouças, o quanto do meu coração era teu.