domenica 28 settembre 2008

365 dias

"Se fosses um desastre natural o que serias?"
Gostaria de ser uma eterna tempestade. Mas hoje é o meu aniversário e eu posso ser tudo o que quiser!


Lembrar-te-ás? Hoje ou em todos os dias? A sensibilidade escala cada segundo da tarde e o teu nome é pó que, lamentavelmente, ainda sopro do meu caminho. Já falta pouco, muito pouco para deixar de temer encontrar-te ao virar a rua e eventualmente esquecer o teu nome para sempre e para sempre é muito tempo.
Hoje não dançarei contigo portanto... achas que posso convidar os meus demónios para uma última dança?





giovedì 25 settembre 2008

Enfim

Oh, it's a long, long while from May to December
But the days grow short when you reach September
When the autumn weather turns the leaves to flame
One hasn't got time for the waiting game

Oh, the days dwindle down to a precious few
September, November
And these few precious days i'll spend with you
These precious days i'll spend with you

September Song - The Young Gods


Nada me apetece e tudo me aborrece solenemente. Quero estar e não estou, quero chorar e não choro. Devia sorrir... acho. Talvez não.
Começa a ser perfeitamente natural esta minha insatisfação perante qualquer mudança... ainda que tão desejada.
Não sei.
Simplesmente aborrece-me. Tudo me aborrece.
Deve ser do Outono.

venerdì 5 settembre 2008

Era de noite e por momentos julguei ver-te. Durante alguns segundos o meu corpo sucumbiu à possibilidade da tua presença, mumifiquei, os meus olhos secaram porque no rodopiar da cabeça as imagens diluíram-se e eu pensei, eu confundi por segundos. Apenas por segundos.
Pensei na morte que nunca veio, nas palavras que nunca curarão, nas mil e uma fugas impossíveis de concretizar quando o lugar em que me encontro não passa de um cubo vedado.

E depois parei de pensar em ti morto em mim para me lembrar do sangue célere como prenúncio de morte, o sorriso de prazer ao caminhar sobre os escombros da tua vida, a eterna luta dentro de mim entre o mal e a dissimulação do mal.

lunedì 25 agosto 2008

Dias pesados

« O conselho do oráculo a Zenão - Torna-te da cor dos mortos - é para ser levado à letra. O amor morre, sim senhor, e eles não ficam connosco para sempre. Estes lugares-comuns, piedosos e compreensíveis, não iludem outro igualmente banal: ficamos sem um bocado de nós. Assim, a cor dos mortos é o tom do tempo. Nas histórias e nas reflexões que se seguem estamos todos a olhar para um Sol que não nasce. É essa a cor

Filipe Nunes Vicente, in Educação Para A Morte


giovedì 14 agosto 2008

Soubesse eu como trocar o sofrimento da alma pelo do corpo e poderia esquecer-me que, algures, entre curvas do tempo eu existi.

mercoledì 30 luglio 2008

Escolha

Entre portas e janelas fechadas há sempre uma fresta por onde a luz, inevitavelmente, penetra. Assim sendo, deparo-me com a impossibilidade da exclusão do significado da palavra, assim como o do silêncio sem incómodo.

Nos outros. As vozes. No perecer da palavra.

Pensei que de tudo se podia fazer uma partilha, que poderia questionar intenções sem ter que verbalizar e talvez assim conseguir dialogar mente a mente. Continuo a não acreditar que a resposta, por vezes, não possa viajar em monólogos ou que os livros sejam prazeres exaustivamente dissecados, que para viver dentro da (a)normalidade tenha que me obrigar à comunhão de leis e regras.
Porque o caminho que percorro é o resultado das minhas opções.

As palavras. O mundo. No perecer da voz.

Não consigo deixar de escutar, observar... Não abdico do silêncio, desta carga emocional que rege cada acto com ou sem palmas no final perante o desfalecer da alma. Com mais ou menos palavras, jamais usadas levianamente, sinto-me despojo de uma guerra de gargantas mutiladas e raciocínios tolhidos pela falta de lógica. Mas é assim... (n)este mundo.
Sem palavras.

Mudo.

martedì 1 luglio 2008

Há sempre uma ou outra palavra que se acanha. Uma era pode ser sempre um pouco mais negra do que o passado e podes prever um futuro com fim de novela barata.
Quando a noite acaba morrem os "ses", mesmo assim aninhas o pouco que resta de ti no fechar da cortina, no shut down a que obrigas a tua mente.
Acredites ou não, não existe um sentido em tudo.