venerdì 4 febbraio 2011

mercoledì 2 febbraio 2011

My selfish heart

já não necessito de ti
tenho a companhia nocturna dos animais e a peste
tenho o grão doente das cidades erguidas no princípio doutras galáxias, e o remorso


um dia pressenti a música estelar das pedras, abandonei-me ao silêncio
é lentíssimo este amor progredindo com o bater do coração
não, não preciso mais de mim
possuo a doença dos espaços incomensuráveis
e os secretos poços dos nómadas


ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
deixei de estar disponível, perdoa-me
se cultivo regularmente a saudade do meu próprio corpo


Ofício de Amar, Al Berto

martedì 25 gennaio 2011

Sing me songs

Put your hands around my neck and pull me close, my mouth... my mouth searching for air, my lips against your ears and still, once more the walls are closing in while you call my name and there's a storm outside and your body is falling inside my hands. My body is falling inside your hands, everything is falling, failing, collapsing.
STOP! The earth is moving.
Listen! I think i just died.

domenica 28 novembre 2010

Goodbye little one

Cada um lida com a dor da melhor forma que pode e hoje eu chorei demasiado para conseguir raciocinar. Quero a minha amiga de volta ainda que isso seja verdadeiramente impossível! Mas apetece-me ser tal qual uma criança birrenta e gritar, gesticular, bater com as portas, enfiar-me na banheira com a água a cobrir-me a cabeça, atirar-me ao chão num ataque de possessão, bater o pé, gritar bem alto que não mereço que me roubem constantemente os que amo!

mercoledì 10 novembre 2010

Gostava de perceber de onde vem esta tristeza enorme que me deita por terra. São ondas, avalanches. Sou uma derrocada sem intenção de reconstrução, mas no fundo sei que passa e também sei que não quero saber de onde vem.


A ouvir Stone Temple Pilots - Atlanta

mercoledì 3 novembre 2010

My heart



Prometi-me! Prometi-me que não choraria mais porque acredito que de alguma forma me possas ver e que isso te possa deixar triste. Que ver-me chorar e saber que passado todo este tempo tudo dói como se tivesse sido hoje não te permitisse ter paz.
Mas quebro. Sinto as rosas apertadas contra o meu peito e vejo-me de novo no fundo da igreja onde não chega um único som e onde não sinto as mãos que me puxam para braços que me tentam amparar. Vejo-me lá sem consolo possível e sem conseguir deitar uma única lágrima. Os olhos secos, sem pestanejar, cravados no rectângulo de madeira no topo do altar e não te vejo. Eu não te vejo!!
Em toda a minha vida nunca me faltaste e de repente foste para um sítio onde eu não te posso seguir, partiste sem que me pudesse despedir de ti e não consigo evitar esta falta que o teu colo me faz. Queria que voltasses sabes?! Se eu pudesse varria este mundo e o próximo só para te poder ter ao meu lado e sim, eu sei que te disse, que gritei bem alto que nunca mais te chamava mas eu morro de saudades tuas minha mãe! Meu eterno amor!