domenica 9 novembre 2008

desEnterrar

(...)Your chant casts a shadow over me... Your fire reduces me to ashes...
An Autumnal Night Passion (Movement I) - Desire



The hand of (my) fate - Contemplato per La Tempesta


Lembro na perfeição a última vez que te vi. Na tua cidade. Um ano depois, agora no meu "berço", frente a frente e sem escapatória possível aos teus lábios na minha face. Aos meus lábios na tua face.
Inalo fortemente o cheiro do teu cabelo e desta vez não é apenas uma lembrança. Olho-te pela curva do meu orgulho. Sorrio perante a semelhança dos actos que o tempo e a distância não alteraram. Lembro-me de tudo ao mais íntimo detalhe... Houve uma altura em que ríamos imenso, dançávamos até à exaustão, eu encostava a cabeça no teu ombro enquanto tu cantavas para mim. Lembro-me do sinónimo que deste ao meu nome. Recordo o significado que o teu nome ganhou, mas isso ficou em outro tempo. Isso era antigamente e o antigamente ficou onde pertence, lá longe num lugar dentro de mim em que Tu serás sempre uma das mais belas recordações.
Ontem os nossos nomes soaram a nomes. Ontem fui apenas eu e tu foste apenas tu.
Ontem não nos despedimos porque a nossa despedida fez-se envolta em silêncio e lágrimas, há muito, muito tempo atrás.
Assim como não cumpriremos promessas porque, entre nós, já não há nada a prometer.


A ouvir Locus Horrendus, The Night Cries Of A Sullen Soul - Desire

lunedì 13 ottobre 2008

Leaving this (waste)Land


Contemplato per La Tempesta

domenica 28 settembre 2008

365 dias

"Se fosses um desastre natural o que serias?"
Gostaria de ser uma eterna tempestade. Mas hoje é o meu aniversário e eu posso ser tudo o que quiser!


Lembrar-te-ás? Hoje ou em todos os dias? A sensibilidade escala cada segundo da tarde e o teu nome é pó que, lamentavelmente, ainda sopro do meu caminho. Já falta pouco, muito pouco para deixar de temer encontrar-te ao virar a rua e eventualmente esquecer o teu nome para sempre e para sempre é muito tempo.
Hoje não dançarei contigo portanto... achas que posso convidar os meus demónios para uma última dança?





giovedì 25 settembre 2008

Enfim

Oh, it's a long, long while from May to December
But the days grow short when you reach September
When the autumn weather turns the leaves to flame
One hasn't got time for the waiting game

Oh, the days dwindle down to a precious few
September, November
And these few precious days i'll spend with you
These precious days i'll spend with you

September Song - The Young Gods


Nada me apetece e tudo me aborrece solenemente. Quero estar e não estou, quero chorar e não choro. Devia sorrir... acho. Talvez não.
Começa a ser perfeitamente natural esta minha insatisfação perante qualquer mudança... ainda que tão desejada.
Não sei.
Simplesmente aborrece-me. Tudo me aborrece.
Deve ser do Outono.

venerdì 5 settembre 2008

Era de noite e por momentos julguei ver-te. Durante alguns segundos o meu corpo sucumbiu à possibilidade da tua presença, mumifiquei, os meus olhos secaram porque no rodopiar da cabeça as imagens diluíram-se e eu pensei, eu confundi por segundos. Apenas por segundos.
Pensei na morte que nunca veio, nas palavras que nunca curarão, nas mil e uma fugas impossíveis de concretizar quando o lugar em que me encontro não passa de um cubo vedado.

E depois parei de pensar em ti morto em mim para me lembrar do sangue célere como prenúncio de morte, o sorriso de prazer ao caminhar sobre os escombros da tua vida, a eterna luta dentro de mim entre o mal e a dissimulação do mal.

lunedì 25 agosto 2008

Dias pesados

« O conselho do oráculo a Zenão - Torna-te da cor dos mortos - é para ser levado à letra. O amor morre, sim senhor, e eles não ficam connosco para sempre. Estes lugares-comuns, piedosos e compreensíveis, não iludem outro igualmente banal: ficamos sem um bocado de nós. Assim, a cor dos mortos é o tom do tempo. Nas histórias e nas reflexões que se seguem estamos todos a olhar para um Sol que não nasce. É essa a cor

Filipe Nunes Vicente, in Educação Para A Morte


giovedì 14 agosto 2008

Soubesse eu como trocar o sofrimento da alma pelo do corpo e poderia esquecer-me que, algures, entre curvas do tempo eu existi.