Just want to be left alone. Quiet for a while, just a little while or for a long long time.
domenica 19 settembre 2010
venerdì 17 settembre 2010
To think
About pain. Ends and beginnings. Words, silence and all that still matters or not that much. Little things at the top of a mountain. The view from my window and the space that goes from this side to a friendly sholder. What makes sense and what is undoubtedly the beginning of an endless journey to loss.
About that moment when the feeling that something is lost, becomes the certain of never being there again, never living that taste of death again, that the again is never gonna happen again.
About that moment when the feeling that something is lost, becomes the certain of never being there again, never living that taste of death again, that the again is never gonna happen again.
"(...)
And what is actual is actual only for one time
And only for one place (...)"
T.S. Elliot
And what is actual is actual only for one time
And only for one place (...)"
T.S. Elliot
domenica 12 settembre 2010
Funeral party
Somos tantos e ainda assim somos tantos mais. Cada um traz consigo uma imensidão de pessoas e histórias tristes, amores que perecem e que se tentam esquecer no amargo da bebida. Vem a música que não deixa. É só uma música mas lembra mãos, lágrimas, beijos, roupa perdida pelo chão e corações esquecidos numa rua onde não se quer voltar.
É de noite e todos nós amamos a ausência de luz, como num amor sufocante que não se compadece da solidão e do terror que é ficarmos só connosco. Desejamos a surdez porque sabemos que a resposta à pergunta é o eco ou o silêncio, que no espelho não aparece outra face sem ser a nossa, que a casa que antes era pequena agora tem espaço a mais e que o coração apesar de forte se partiu em tantos pedaços e não vimos para onde foram alguns deles.
E agora como faço para os colar de novo?? Encontraste o pedaço que falta ao meu coração? Estará perdido irremediavelmente em algum canto de chão ou foi contigo para sempre?
São estas as perguntas escondidas no meio das roupas, da música, dos olhos contornados de negro.
Na pista dançam os corações descompassados, parece que se reanimam de vez em quando.
Tum tum tum
Tum tum tum
Semicerro os olhos e por entre o fumo vejo uma ou outra ficha ser desligada.
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É de noite e todos nós amamos a ausência de luz, como num amor sufocante que não se compadece da solidão e do terror que é ficarmos só connosco. Desejamos a surdez porque sabemos que a resposta à pergunta é o eco ou o silêncio, que no espelho não aparece outra face sem ser a nossa, que a casa que antes era pequena agora tem espaço a mais e que o coração apesar de forte se partiu em tantos pedaços e não vimos para onde foram alguns deles.
E agora como faço para os colar de novo?? Encontraste o pedaço que falta ao meu coração? Estará perdido irremediavelmente em algum canto de chão ou foi contigo para sempre?
São estas as perguntas escondidas no meio das roupas, da música, dos olhos contornados de negro.
Na pista dançam os corações descompassados, parece que se reanimam de vez em quando.
Tum tum tum
Tum tum tum
Semicerro os olhos e por entre o fumo vejo uma ou outra ficha ser desligada.
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giovedì 26 agosto 2010
giovedì 12 agosto 2010
Novembro 2004
Como se vivesses agora
O último dia, todo hoje,
Levas a tua mentira e torpeza
Até às últimas consequências.
Hoje o dia, todo hoje,
É o dia de decidir.
Tudo o que tocares
Daqui para sempre
Será puro ou impuro.
Fernando Ribeiro, "O último momento do Sempre", As Feridas Essenciais
O último dia, todo hoje,
Levas a tua mentira e torpeza
Até às últimas consequências.
Hoje o dia, todo hoje,
É o dia de decidir.
Tudo o que tocares
Daqui para sempre
Será puro ou impuro.
Fernando Ribeiro, "O último momento do Sempre", As Feridas Essenciais
mercoledì 11 agosto 2010
martedì 27 luglio 2010
Olho para trás. Quer eu goste, ou não, de vez em quando tenho que olhar para trás. Para o caminho, tantos caminhos... que percorri. Não me sinto vitoriosa. Só olho para trás em alturas muito particulares e tendencialmente tristes.
Olho para trás na esperança de que os caminhos não me pareçam tão aterrorizadores, é uma esperança vã, bem o sei. Mas as minhas esperanças sempre foram vãs.
Olho para trás na esperança de que os caminhos não me pareçam tão aterrorizadores, é uma esperança vã, bem o sei. Mas as minhas esperanças sempre foram vãs.
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