mercoledì 28 gennaio 2009

"Borboletas no estômago"

Entra e senta-se quieta na cadeira atrás da última mesa. Nunca é a primeira a chegar, é uma espécie de meio termo entre a pontualidade e o desafio da autoridade imposta.


Sai e desce a rua. Sobe, abre a porta, interrompe a música e espera casualmente com os olhos postos no rio. Conta os segundos até que ele chegue.



Ele existe?
Ela existe?
Gostava que sim.

martedì 6 gennaio 2009

Um dia retornarei ao sonho. Voltarei às crenças. As pálpebras não terão mais receio dos pesadelos constantes.
Um dia escreverei PLURAL.

sabato 20 dicembre 2008

Past Presente No Future

In fiery flight we would leave
this hall
The Holy house, House of
God will fall
To death they go with music
and song
But our dread simply must
go on (...)

Thy Raven Wings - My Dying Bride


Fomos. Acreditámos. Voámos. Caímos. Deixámos. Sozinhos. Vazios. Menos. Tirámos. Vimos. Abraçámos. Dormimos. Perdemos. Sonhámos. Ficámos. Amámos. Tivemos. Tivemos. Tivemos. Tivemos. Tivemos.
E no meio da noite simplesmente deixámos de existir.


venerdì 21 novembre 2008

Quero matar-te, matar-me, morrer-te nos e fora dos braços. Estas paredes. São estas as malditas paredes, as estreitas correntes que nos puxam e afundam em laços desfeitos eternamente e para todo o sempre. As palavras, cadáveres que apodrecem à medida que se trocam da minha boca para a tua.
Morre comigo agora. Não me deixes ir só, quero mostrar-te esta falta de vida quando todas as cores se fundem na ausência de luz porque o abraço é frio e a dor corta fundo a alma ainda pequena. Porque ficas quando já nada te prende? Ainda ontem me dizias que de teu nada tens, que esta terra não te acolhe os passos. Vem comigo agora antes que te roubem à morte.
Quando a ilusão se esvair perecerás de desalento e o meu abraço não será mais que o final de um conto antes de adormeceres.

A ouvir The Whore, The Cook and The Mother - My Dying Bride

domenica 9 novembre 2008

desEnterrar

(...)Your chant casts a shadow over me... Your fire reduces me to ashes...
An Autumnal Night Passion (Movement I) - Desire



The hand of (my) fate - Contemplato per La Tempesta


Lembro na perfeição a última vez que te vi. Na tua cidade. Um ano depois, agora no meu "berço", frente a frente e sem escapatória possível aos teus lábios na minha face. Aos meus lábios na tua face.
Inalo fortemente o cheiro do teu cabelo e desta vez não é apenas uma lembrança. Olho-te pela curva do meu orgulho. Sorrio perante a semelhança dos actos que o tempo e a distância não alteraram. Lembro-me de tudo ao mais íntimo detalhe... Houve uma altura em que ríamos imenso, dançávamos até à exaustão, eu encostava a cabeça no teu ombro enquanto tu cantavas para mim. Lembro-me do sinónimo que deste ao meu nome. Recordo o significado que o teu nome ganhou, mas isso ficou em outro tempo. Isso era antigamente e o antigamente ficou onde pertence, lá longe num lugar dentro de mim em que Tu serás sempre uma das mais belas recordações.
Ontem os nossos nomes soaram a nomes. Ontem fui apenas eu e tu foste apenas tu.
Ontem não nos despedimos porque a nossa despedida fez-se envolta em silêncio e lágrimas, há muito, muito tempo atrás.
Assim como não cumpriremos promessas porque, entre nós, já não há nada a prometer.


A ouvir Locus Horrendus, The Night Cries Of A Sullen Soul - Desire

lunedì 13 ottobre 2008

Leaving this (waste)Land


Contemplato per La Tempesta

domenica 28 settembre 2008

365 dias

"Se fosses um desastre natural o que serias?"
Gostaria de ser uma eterna tempestade. Mas hoje é o meu aniversário e eu posso ser tudo o que quiser!


Lembrar-te-ás? Hoje ou em todos os dias? A sensibilidade escala cada segundo da tarde e o teu nome é pó que, lamentavelmente, ainda sopro do meu caminho. Já falta pouco, muito pouco para deixar de temer encontrar-te ao virar a rua e eventualmente esquecer o teu nome para sempre e para sempre é muito tempo.
Hoje não dançarei contigo portanto... achas que posso convidar os meus demónios para uma última dança?