Cada um lida com a dor da melhor forma que pode e hoje eu chorei demasiado para conseguir raciocinar. Quero a minha amiga de volta ainda que isso seja verdadeiramente impossível! Mas apetece-me ser tal qual uma criança birrenta e gritar, gesticular, bater com as portas, enfiar-me na banheira com a água a cobrir-me a cabeça, atirar-me ao chão num ataque de possessão, bater o pé, gritar bem alto que não mereço que me roubem constantemente os que amo!
domenica 28 novembre 2010
mercoledì 10 novembre 2010
mercoledì 3 novembre 2010
My heart
Prometi-me! Prometi-me que não choraria mais porque acredito que de alguma forma me possas ver e que isso te possa deixar triste. Que ver-me chorar e saber que passado todo este tempo tudo dói como se tivesse sido hoje não te permitisse ter paz.
Mas quebro. Sinto as rosas apertadas contra o meu peito e vejo-me de novo no fundo da igreja onde não chega um único som e onde não sinto as mãos que me puxam para braços que me tentam amparar. Vejo-me lá sem consolo possível e sem conseguir deitar uma única lágrima. Os olhos secos, sem pestanejar, cravados no rectângulo de madeira no topo do altar e não te vejo. Eu não te vejo!!
Em toda a minha vida nunca me faltaste e de repente foste para um sítio onde eu não te posso seguir, partiste sem que me pudesse despedir de ti e não consigo evitar esta falta que o teu colo me faz. Queria que voltasses sabes?! Se eu pudesse varria este mundo e o próximo só para te poder ter ao meu lado e sim, eu sei que te disse, que gritei bem alto que nunca mais te chamava mas eu morro de saudades tuas minha mãe! Meu eterno amor!
Mas quebro. Sinto as rosas apertadas contra o meu peito e vejo-me de novo no fundo da igreja onde não chega um único som e onde não sinto as mãos que me puxam para braços que me tentam amparar. Vejo-me lá sem consolo possível e sem conseguir deitar uma única lágrima. Os olhos secos, sem pestanejar, cravados no rectângulo de madeira no topo do altar e não te vejo. Eu não te vejo!!
Em toda a minha vida nunca me faltaste e de repente foste para um sítio onde eu não te posso seguir, partiste sem que me pudesse despedir de ti e não consigo evitar esta falta que o teu colo me faz. Queria que voltasses sabes?! Se eu pudesse varria este mundo e o próximo só para te poder ter ao meu lado e sim, eu sei que te disse, que gritei bem alto que nunca mais te chamava mas eu morro de saudades tuas minha mãe! Meu eterno amor!
mercoledì 13 ottobre 2010
Wednesday 13 or how not to stare at walls
Refugio-me na sombra que projectam as minhas mãos,
como se defendesse a minha fronteira de sonhos.
Alguma coisa relampeja por dentro dos olhos,
vislumbro nos seus frenéticos sinais
as opacas densidades do espanto.
Enxames de perguntas como insectos,
como duros pirilampos ferozes
cuja luz me alcançasse em todos os meus exílios,
que me rodeiam, que me cegam com o seu alude.
Sinto a mansidão da mutilação,
caindo sobre a alma, calcinando
a simples relação da minha história.
Toco a hostil humidade no anoitecer
das tensas palavras que não esqueço
e esqueço a palpitação do poema,
como se fosse o infinito espaço
que abraçasse o planeta solitário que eu sou.
Justo Jorge Padrón, Densidades do Espanto
como se defendesse a minha fronteira de sonhos.
Alguma coisa relampeja por dentro dos olhos,
vislumbro nos seus frenéticos sinais
as opacas densidades do espanto.
Enxames de perguntas como insectos,
como duros pirilampos ferozes
cuja luz me alcançasse em todos os meus exílios,
que me rodeiam, que me cegam com o seu alude.
Sinto a mansidão da mutilação,
caindo sobre a alma, calcinando
a simples relação da minha história.
Toco a hostil humidade no anoitecer
das tensas palavras que não esqueço
e esqueço a palpitação do poema,
como se fosse o infinito espaço
que abraçasse o planeta solitário que eu sou.
Justo Jorge Padrón, Densidades do Espanto
lunedì 4 ottobre 2010
Catarse
Estou tão só comigo que chega a ser quase orgásmico. Abro a boca para deixar sair o fumo. Descontrolo os movimentos e é um cavalo que galopa para fora de mim e se estende no caos das imagens e do som, estranho, bizarro, adjectivos, pronomes e nomes, nomes, NOMES, pessoas e gente que cheira demasiado a multidão e eu não quero estar na multidão apetece-me esta solidão egoísta de ser uma vírgula quase enrolada como um feto com medo de vir ao mundo e gritar que não quer nascer da falta de amor e se não grita então foge para onde não o possam ver, não suporta que o olhem com ouvidos que não conhecem palavras com significados para além de silêncio, vazio, eco, eco, eco, eco. Páro e não páro afinal. As minhas mãos não me obedecem só o resto do corpo morreu e a alma saiu para tomar café já que a insónia não se vai embora, mas a alma não volta, também não quer ficar aqui comigo e com a confusão e com todos os livros que não se abrem e os restos de lembranças que apodreceram naquele canto ali ao fundo, aquele bem escondido por trás do boneco que canta e abana a cabeça e que me faz companhia quando me sinto demasiado sozinha. Vai-te foder dirias tu. Já perdi toda a legitimidade em dizer que me sinto sozinha, perdia-a de tanto a ter gasto em lágrimas e sofrimentos ad eternum que o Pai sempre ignorou. Eu sabia que devia ter sido uma menina melhor! Eu sabia que devia ter ajudado os outros! Eu sabia que não devia ter mentido ao padre em confissão! Para o caralho! Eu sabia tudo isso e ainda assim fiz e aconteci e aconteci e perdi-me e encontrei-me e se olhar para trás lembro-me de tudo e tento esquecer outro tanto.
Eu prometo que me vou portar melhor!
Eu prometo! Prometo! Prometo!
Eu prometo que me vou portar melhor!
Eu prometo! Prometo! Prometo!
domenica 19 settembre 2010
venerdì 17 settembre 2010
To think
About pain. Ends and beginnings. Words, silence and all that still matters or not that much. Little things at the top of a mountain. The view from my window and the space that goes from this side to a friendly sholder. What makes sense and what is undoubtedly the beginning of an endless journey to loss.
About that moment when the feeling that something is lost, becomes the certain of never being there again, never living that taste of death again, that the again is never gonna happen again.
About that moment when the feeling that something is lost, becomes the certain of never being there again, never living that taste of death again, that the again is never gonna happen again.
"(...)
And what is actual is actual only for one time
And only for one place (...)"
T.S. Elliot
And what is actual is actual only for one time
And only for one place (...)"
T.S. Elliot
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